Depois de um ano resolvi traduzir novamente meus sentimentos para quem quisesse me "ouvir". Pois bem, aqui estou postando um texto que faz parte do meu orkut e parte de mim. Não, não fui eu quem o escreveu, mas fui eu quem o adotou quase como filosofia.
kiss and say goodbye...
"Amor, só, não basta.
Não pode haver competição.
Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, ciúmes, saudades, crises de carência, o que for...
Tem que ter disciplina para reagir a devidas situações, ser exemplo, não gritar.
Tem que ter (ou ser) um bom psiquiatra, acima de tudo respeitar.
Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança, amizade, paixão. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
Tem que haver conversas longas, e gargalhadas com frequência, e não pode faltar as horas sozinhos no silêncio.
Precisa ser amante e namorado, mesmo depois de anos de casado, e a saudade até na hora de dormir é fundamental.
E tem que haver liberdade, nada de sufoco, nada de cobrança.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar, "solamente", não basta."
É mais comum associar férias com boas recordações. É aquele tempo de deixar a vida correr mais livre. Ter horas de sobra e nem por isso fazer alguma coisa. E que acaba sendo um tempo privilegiado para o risco.
Sentada na cama, assistindo ao filme genérico daquela tarde, bate a vontade de acertar pequenas contas com a vida. Porque é quando você está ali de bobeira, mascando ar, que o comichão bate e coloca em primeiro plano aqueles detalhes que dá pra ignorar no dia-a-dia. Entre eles, pode vir a vontade de colocar o coração na boca, nem que for para terminar mastigando junto arame farpado. E depois descobrir que, inclusive arrebentado, ainda se vive. Mas que o mundo já não está no mesmo eixo de antes.
Viu? Não estamos mais no mesmo eixo...
Nem eu, nem meu mundo.
Tou cansada de ser eu... tou cansada de mim!!... eu já n me sinto gente, sou um ciclo vicioso de mágoa e tristeza que se repete, ano após ano.
Como é que o meu sofrimento pode acabar se sou eu a fonte que o sustenta?
Estou presa, só queria poder libertar-me... acordar um dia num outro sítio e nem me aperceber por não ter consciência daquilo que fui um dia... ceifar todas as minhas memórias e aprisioná-las num silo do outro lado do mundo e marcá-las com um sinal de perigo iminente... quem delas se aproximar será transformado em cinza, como tudo aquilo em que toco.
Queria poder ter um refugio, qualquer coisa a que me agarrar e chorar todas as minhas lagrimas, gostava de ter um porto de abrigo para poder fugir de ser quem sou de vez em quando, mas não tenho nem porto nem abrigo... não pertenço a lado nenhum, não me sinto nada de ninguém... nem nada para ninguém...
Já não tenho mais força para me aguentar, nem vontade... sinto-me a minha própria doença terminal... Não durmo e nunca tenho vontade de me levantar porque apesar de projectar constantemente a minha vida e tudo o que me faz sofrer na almofada, se o fizer terei de gravar mais algumas cenas a adicionar à projecção do dia seguinte... e por isso passo horas a fio na cama sem ter fome nem vontade de ir a lado nenhum, se existe realmente alguma vontade é a de que tudo acabe ali, naquele momento...
Uma vez, numa aula, já nem sei há quantos anos atrás, surgiu uma frase que me acompanhou desde aquele dia, "a felicidade é a ignorância inconsciente". O que interpretei dela é que apenas aqueles que são capazes de ver as coisas na sua forma mais simples, sem a racionalizar em excesso são capazes de se sentir felizes... eu nunca fui assim, sempre pensei demasiado, analisei demasiadas variáveis e em vez de conseguir reduzir a equação só lhe adicionava cada vez mais termos... sou compulsiva, compulsivamente nefasta para mim mesma, mesmo sabendo que ao adicionar variáveis nunca conseguiria chegar ao resultado pretendido, continuei a fazê-lo e cheguei ao oposto... não sou feliz...
"A depressão é um problema médico caracterizado por continuada alteração no humor e falta de interesse em atividades prazerosas. O estado depressivo diferencia-se do comportamento "triste" ou melancólico que afecta a maioria das pessoas por se tratar de uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos.
Os sintomas, geralmente associados ao quadro depressivo, incluem fadiga ou dores no corpo, insónia, mudanças no apetite, dificuldade de concentração, irritabilidade, medos irracionais e sentimentos de baixa auto-estima, culpa ou fracasso.
Sabe-se hoje que a depressão é associada a um desnível de certas substâncias químicas no cérebro e os principais medicamentos antidepressivos têm por função principal agir no restabelecimento dos níveis normais destas substâncias, principalmente a serotonina.
Pessoas deprimidas têm frequentemente pensamentos mórbidos e a taxa de suícidio entre depressivos é 30 vezes maior do que a média da população em geral. A depressão é considerada em várias partes do mundo como uma das doenças com mais alta taxa de mortalidade.
A depressão é muitas vezes classificada como distimia quando os sintomas permanecem por períodos muito longos de tempo (pelo menos seis meses) de forma "leve", enquanto que nas ocorrências graves da depressão os sintomas atingem proporções incontroláveis, impossibilitando as atividades normais do indivíduo e obrigando a internação devido ao alto risco de suicídio.
Para mim foi mais uma obrigação do que um recurso, mais uma vez a pressão levou-me a fazer algo que eu não desejei fazer... encaminhei-me a uma sala simples, onde encontrei uma mesa redonda e duas cadeiras, sentei-me... à minha frente sentou-se a profissional que me iria salvar armada apenas por uma caneta e algumas folhas, onde cuidadosamente tirava apontamentos acerca dos meus sentimentos como se não fossem nada mais do que sintomas... cada frase escrita naquelas pequenas folhas sintetizava a minha vida ao máximo... fui reduzida e simplificada como se de uma fórmula me tratasse...
Dissertei um pouco, deixei que as lágrimas aprisionadas se libertassem uma vez que, apesar de ser uma total estranha. aquela pessoa tinha formação académica para me compreender... reduzi-me eu mesmo a um caso de estudo tendo apenas o estranho conforto da confidencialidade a que ela é forçada. Falei, falei de mim e do que me afecta e transformei-me numa lista de indicações escritas a caneta... transformei-me num arquivo, a cada frase, a cada lágrima...
"O que te trouxe até cá?", perguntou-me ela... nem sabia por onde começar, mas sabia que a verdade seria cortante, então escondi-a dentro de mim... apeteceu-me dizer-lhe que ela era o meu último recurso, que era apenas mais uma tentativa para que a dor fosse embora... Não o disse, refugiei-me apenas nos sintomas mais incomodativos e descrevi-os de forma sintética - "Não consigo dormir, não tenho apetite e perdi toda a minha capacidade de concentração".
50 minutos depois, já com os olhos inchados de um choro provocado não apenas pelo conteúdo do meu discurso mas também pelo facto de o estar a fazer perante uma total estranha cujo diploma a certifica como boa ouvinte, obtive um diagnóstico... a minha condição dolorosa foi reduzida a uma única palavra... depressão.
E a ironia das ironias? aquela profissional certificadamente útil não me podia ajudar... após 50 minutos a despir a alma, percebi que estava a falar com a pessoa errada e que o meu último recurso não era apenas mais do que o penúltimo... Nesse momento abateram-se sobre mim duas realidades, a da necessidade repetição de todo aquele processo, perante outras folhas e outro punho e a de, afinal de contas, estar doente...
Tive então de obedecer às convenções e cumprir duas tarefas, tentar perceber o que era afinal a depressão e comunicar a quem de direito, explicando-lhes então que esta dor que me encapacita e fragiliza ao máximo era, afinal, apenas resultado de um desnível químico...
Até onde poderá ir esta nossa necessidade de justificar tudo aquilo que nos acontece das formas mais idiotas? como poderei eu contentar-me pelo simples facto de reduzir tudo aquilo que me atormenta a uma maldita doença?! Como é que posso aceitar que reduzam a minha dor a um sintoma?!?! como?!
Será que de cada vez que encosto a minha cabeça na almofada a chorar por o silêncio do quarto me remeter a todas as lembranças e ausências que me fazem sufocar estou apenas a sofrer da falta de serotonina? será então a dor por ter perdido a pessoa que , pela primeira vez em toda a minha vida, me fez feliz uma consequência directa de uma síntese química anormal? será a minha solidão também uma consequência?!
Como pode o ser humano ser tão crédulo? não será este diagnóstico apenas um placebo? - "Eu afinal estou doente e com tratamento médico e alguns comprimidos em menos que nada curo-me"... é patético!!! é um antidepressivo que me vai tirar a dor? é assim que se vai dissipar a minha culpa e a minha vontade de desaparecer do mundo?
Metade das pessoas que eu conheço estaria já cheia de razão a afirmar-se contra aquilo que aqui escrevi, e até consigo adivinhar o que diriam se aqui estivessem: "estás a interpretar mal, a depressão explica apenas o facto de estares a sofrer de uma forma mais intensa", ou então, "A função do antidepressivo não é curar aquilo que te faz sofrer mas sim regular os mecanismos básicos como o sono e a fome"... consigo imaginar um enorme conjunto de contra-argumentos...
Contra tão brilhantes golpes só posso declarar que fui até alguém que me poderia dar uma estratégia para ir entendendo e interiorizando tudo aquilo que se passa comigo, no entanto, não saí de lá com nenhuma ajuda, saí de lá com uma doença pela segunda vez...
"A gente sempre destrói aquilo que mais ama, em campo aberto, ou numa emboscada; uns com a leveza do carinho; outros com a dureza das palavras; os covardes destroem com um beijo,os valentes destroem com a espada.(Oscar Wilde)".
Para assumir qualquer tipo de sentimento, é necessário contradizer o orgulho, e muitas vezes fraquejar. Todos os dias damos nossos corações em batalha, para enfrentar as guerras do cotidiano. Sem saber se ele é capaz de enfrentar o mundo a duras penas, ele entra na arena desarmado, com a coragem de um gladiador. As vezes ele enfrenta a fome, a corrupção, a violência, a maldade, a tristeza, e muitas vezes ele enfrenta o próprio amor...cabe a cada um, saber quem vence a guerra...
Será preciso ficar só pra se viver? Só pra se viver...
Faz calor, um calor tórrido, seco. Ouço o som da televisão ligada no outro quarto e chega a meus ouvidos a vozinha do meu irmão que repete a música de um desenho animado. Lá fora um grilo grita a sua despreocupação e tudo é calmo, ameno dentro dessa casa. Parece que tudo está fechado e protegido por uma redoma de vidro finíssimo e o calor torna os movimentos ainda mais pesados; mas não há calma dentro de mim. É como se um rato estivesse roendo a minha alma, e de uma maneira tão imperceptível que até parece suave. Não estou mal e também não estou bem, a coisa preocupante é que "não estou". Mas sei me reencontrar: basta levantar os olhos e cruzá-los com o olhar refletido no espelho para que uma calma e uma felicidade tranqüila tomem conta de mim. O que me falta é amor, é de um cafuné que eu preciso, é um olhar sincero que eu desejo. Quero amor, diário. Quero sentir meu coração se derreter e quero ver as estalactites do meu gelo se quebrando e afundando no rio da paixão, da beleza. :~
Como é triste ver pessoas que você gosta serem mal educadas, e escrotas com você... Cara, to impressionada com o que uma brincadeira pode causar... Que desgosto!
=~~
| Nando Reis - Eu e Ela |
Você quis terminar
Pediu que fosse assim
Trancou a porta e fechou as Janelas
Pra nao pensar mais em mim
E eu te pergunto
Pra Que?
Nao vou te Procurar
Vou deixar voce me esquecer
Pra encontrar a pessoa mais certa
Que possa lhe amar
Bem longe de mim
E eu te pergunto
Por que?
Entenda ou nao entendo nada
Estendo a mao sem dar um beijo
Escrevo as ultimas palavras
Enfrento ou finjo que nao vejo
Espelho meu, desiste dessa cara
Esqueco ou fico com desejo
Espero mais ou devo apaga-la
Entrego a ela todos os segredos
Ela que era tudo para mim
Foi tudo para mim
Tudo
Você quis terminar
Pediu que fosse assim
Trancou a porta e fechou as Janelas
Pra nao pensar mais em mim
E eu te pergunto
Por que?
Entenda ou nao entendo nada
Estendo a mao sem dar um beijo
Escrevo as ultimas palavras
Enfrento ou finjo que nao vejo
Espelho meu, desiste dessa cara
Esqueço ou fico com desejo
Espero mais ou devo apagá-la
Entrego a ela todos os segredos
Mas nem tudo para mim
sumiu com ela
E Ja que ela
e quem ficou sem mim |
Não sei porque, mas estou tão feliz! Aliás, como sempre oscilando entre alegria, tristeza, e raiva hahaha.
Parece que tem alguém me trazendo muito boa sorte. Tem coisas acontecendo, e conto depois pra não dar azar.
Assim que der tudo certo, todos vocês saberão! Já estiveram tão perto de um sonho, desejo, que tudo pareceu inacreditável? Pois é, estou cara a cara com o meu grande desejo, e que o mundo todo esteja ciente de que vou dar o meu melhor.
Já foram 5 eliminados. Faltam 2!!!
\o/ woooooooow

Eu até hoje não consegui definir o que é amor: E acho que nem deve haver definição, ou é impossível... read more
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